No Sábado de Zé Pereira, a atenção dos
foliões da Zona da Mata Sul pernambucana foi para a Mulher da Sombrinha,
tradicional bloco de Catende. A GRE Mata Sul não poderia ficar de fora desta
grande festa da Cultura Regional e reservou uma estrutura para acompanhar o
evento sob a liderança do Prof. Danilo Santos, junto aos funcionários e amigos
da Regional.
“Nós moradores de Catende temos muito orgulho
dela (Bloco da Mulher da Sombrinha). A festa é importante porque faz o município ser
conhecido nacionalmente, movimenta a economia e atrai pessoas de muitos
lugares”, afirmou a professora Niza Fonseca.
Conta-se que na década de 40 do
século passado, quando operários largavam da lida na Usina Catende, por volta
da meia-noite, aparecia uma mulher muito bonita e com uma sombrinha. Os homens
ficavam tão enfeitiçados com a beleza dela que a seguiam. A mulher parava em
frente ao cemitério e desaparecia.
Gerações
cresceram ouvindo a história até que em 1983 um grupo de cinco amigos
improvisou uma boneca, colocou um mamão como sendo a cabeça dela e ramas de
batata para parecer o cabelo. Dentro do mamão havia uma vela. Partiram do
cemitério com uma batucada e assim começaram a brincadeira que até hoje toma
conta da cidade.